

O plástico é um dos materiais mais presentes no nosso quotidiano. Das embalagens aos utensílios domésticos, passando por componentes automóveis e até equipamentos médicos, trouxe praticidade e inovação. Mas, juntamente com estas vantagens, surgiu também um enorme desafio ambiental. Apesar do crescimento acelerado da produção mundial de plásticos, a tecnologia já permite dar uma nova vida a estes resíduos através da conversão em combustíveis.
De acordo com estimativas recentes, a produção mundial de plástico deverá ultrapassar as 460 milhões de toneladas por ano em 2025. E, em apenas um ano, este número poderá disparar para impressionantes 600 milhões de toneladas em 2026. No Brasil, a tendência é semelhante. A expectativa é que a produção ultrapasse 4,6 milhões de toneladas anuais em 2025, chegando a 5,9 milhões de toneladas em 2026.
Estes números revelam a urgência em repensar a nossa relação com o plástico — desde a forma como é produzido até à maneira como é consumido e descartado.
O impacto da produção de plástico
A produção de plásticos está fortemente associada ao consumo de combustíveis fósseis. A maior parte da matéria-prima provém do petróleo e do gás natural. Quanto maior a procura por plástico, maior a pressão sobre recursos não renováveis e mais elevadas as emissões de gases com efeito de estufa.
Se não houver mudanças estruturais, o crescimento acelerado deste setor poderá comprometer os avanços rumo a uma economia de baixo carbono.
Da ameaça à solução: transformar plástico em energia
Apesar do crescimento acelerado da produção mundial de plásticos, a tecnologia já permite dar uma nova vida a estes resíduos através da conversão em combustíveis. De acordo com dados do setor, o processo de conversão de polímeros plásticos pode gerar:
- 61% de óleo diesel – utilizado em motogeradores e automóveis;
- 15% de gasolina – também para transporte;
- 6% de gás – aproveitado no próprio processo industrial;
- Apenas 18% permanece como resíduo sólido (negro de fumo).
Com apenas 10 toneladas de plástico é possível produzir cerca de 7.151 litros de óleo e 2.000 litros de gasolina.
Além disso, os ganhos ambientais são claros: em comparação com o Diesel S10, este combustível alternativo reduz em 100% as emissões de enxofre (SOx) e em 35% as emissões de óxidos de azoto (NOx).
Ou seja, não só desviamos resíduos dos aterros, como também reduzimos significativamente o impacto ambiental do setor energético.
O papel das energias renováveis e dos combustíveis verdes
Embora a maior parte do plástico ainda seja derivada do petróleo, já existem alternativas para transformar este cenário. Uma delas passa pelo desenvolvimento de plásticos de origem renovável, produzidos a partir de biomassa, como a cana-de-açúcar ou o milho.
Outra frente de inovação é a descarbonização da cadeia de produção, substituindo gradualmente a energia fóssil utilizada nas indústrias por energias limpas. É precisamente aqui que os combustíveis verdes ganham relevância.
Ao fornecer energia renovável para processos industriais, conseguimos reduzir de forma significativa a pegada de carbono da produção de plástico — um passo essencial para tornar este setor mais sustentável.
E o consumidor?
Além da inovação tecnológica, o papel do consumidor é decisivo. Reduzir o uso desnecessário de plásticos descartáveis, dar preferência a embalagens recicláveis e apoiar marcas comprometidas com a sustentabilidade são atitudes que, em conjunto, têm um impacto real.
O aumento da produção de plásticos nos próximos anos é um sinal de alerta. Mas também representa uma oportunidade para acelerar a transição para soluções mais limpas e responsáveis. Enquanto marca de combustíveis verdes, acreditamos que o futuro constrói-se com tecnologia, responsabilidade empresarial e escolhas conscientes. Trabalhamos todos os dias para que a energia que move o mundo seja também a energia que cuida dele.
Andreia Arenga
29.09.2025
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