

A Fossa das Marianas, o ponto mais profundo dos oceanos, revela um cenário alarmante: foram detectadas 13.500 partículas de plástico por metro cúbico de água, conforme estudo recente. Este achado destaca a gravidade da poluição plástica, mesmo em regiões remotas e de difícil acesso. Localizada no oceano Pacífico a leste das Filipinas, a Fossa das Marianas estende-se por mais de 2500 quilómetros e atinge uma profundidade de quase 11 mil metros na chamada Depressão Challenger.
Distribuição de microplásticos pode chegar às profundezas do oceano
De acordo com um estudo publicado na revista científica Nature, as profundezas do oceano transformaram-se em depósitos de microplástico, cujo impacto em grande escala é em grande medida desconhecido.
Os resultados indicaram uma concentração significativa de microplásticos, evidenciando a disseminação global da poluição plástica. Há 13.500 partículas de plástico por metro cúbico de água na Fossa das Marianas, o local mais profundo dos oceanos.
Este é o primeiro grande estudo sobre a distribuição e o comportamento de pequenos detritos de plástico no mar. Os investigadores utilizaram equipamentos avançados para recolher amostras de água na Fossa das Marianas a grandes profundidades provenientes de 1885 estações de registo em todo o oceano global, entre 2014 e 2024, para avaliar as concentrações e os comportamentos dos microplásticos em profundidade.
Uma das conclusões é que a distribuição dos microplásticos no oceano depende do seu tamanho: os maiores (entre 100 e cinco mil micrómetros) ficam efectivamente presos no fundo devido à estratificação. Um micrómetro é uma milésima parte de milímetro.
O impacto da poluição plástica nos oceanos
Os microplásticos afetam diretamente a vida marinha. Peixes, corais e outros organismos ingerem partículas, que se acumulam na cadeia alimentar, chegando até aos seres humanos. Além disso, a presença massiva de plásticos altera os habitats e provoca desequilíbrios ecológicos nos ecossistemas marinhos.
O papel da energia limpa na mitigação do problema
A produção e consumo excessivo de plásticos estão intimamente ligados ao uso de combustíveis fósseis. Ao adotarmos fontes de energia limpa, como solar e eólica, podemos reduzir a dependência de plásticos derivados de processos petroquímicos. Além disso, a transição energética contribui para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa, mitigando as mudanças climáticas que agravam a poluição dos oceanos.
A transição para energia renovável contribui para reduzir a produção de plástico e a pegada ambiental das empresas. Empresas e cidadãos podem fazer a diferença ao:
- Reduzir o uso de plásticos descartáveis e investir em alternativas biodegradáveis;
- Apostar em energia limpa, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis;
- Apoiar projetos de proteção marinha, que monitorizam e removem microplásticos.
A presença de milhares de partículas de plástico na Fossa das Marianas é um alerta para a necessidade urgente de sustentabilidade. A transição para energia limpa e práticas ambientais responsáveis não só reduz o impacto no clima, como também ajuda a proteger oceanos, habitats e espécies marinhas. Cada ação conta, desde escolhas pessoais até investimentos empresariais em energias renováveis.
Andreia Arenga
21.08.2025
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